domingo, 21 de dezembro de 2008

Olhar



Meu olhar procurou o seu
Mas não sabias que a via
Distante entre os postes
Vagava pelo Gonzaga
Trancado em metais formados

E separado por vidros do carro
Parado no trânsito
Naquela esquina eu procurei
Os seus olhos e seu corpo
Que lndecentemente dançavam

Nos meus pensamentos
Displicentemente vagava
Você não sabia de mim
E eu não escondia o amor
Que por ti já existia...

Davi “El Brujo”
20-12-2008

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Beija-me?


Te amo,
porque me ama,
Também te amo,
Por isso beijo-te.

Beija-me?
É porque me amas?
Só porque beijo-lhe?
por isso a paixão.

Beijo-a!
Beijo-te também!
Beija-me somente!
Amamos-nos então...

Davi "El Brujo"

Telefone


Passei o dia preocupado com você, porque só no final do dia escutei a sua voz...É dificil para mim agora passar sem saber de você...Porque eu te amo...apareceu a inspiração e escrevi agora para você!

Telefone

Sua ausência causa saudades
Preocupa-me o seu silêncio
Telefone inerte sem tocar
com a dor da preocupação
Corri a te ligar

Medo de não te encontrar
Mas a felicidade se fez então
Escutei a sua voz na forma do alô
Tensão desfeita em emoção
Agora acalma e acalenta meu coração.

Davi "El Brujo"

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sinfonia



Faço do dia que nasce uma sinfonia...
Prelúdio de um madrugar...
Ária de um anjo a cair...
Melodia do sol ao nascer...
E o meu amor ao amanhecer...

Davi "El Brujo™"

domingo, 30 de novembro de 2008

Entrega


Estás sem sono
Observas de olhos fechados
A luz dos raios e a chuva que cai
Tornam no relampear
A chuva e o trovão

Em desejo e fogo
Penumbras e breve visão
Notas-me em sombras e toques
Meu seu corpo seminu
Acalenta-se pelo seu

Invadirei a sua cama! obsceno
Desferirei palavras devassas
Em seu ouvido, suavemente
Sentirás o peso do meu corpo
Possuirei-te...

Entre gemidos e sussurros
As palavras devassas
Tornarão-se doces desejos
Seu corpo passivo se entregará
Está escuro! Tatearei,

Sentirei você na ponta dos meus dedos
Minhas mãos percorrerão seu corpo
No transformar do desejo, devassidão!
Em uma língua que percorrerá
Todos os seus mais íntimos espaços

Já não poderá se mover
Neste inebriante ritual
Beijos, Dedos e língua
Eletrizarão seu corpo,
O meu corpo se movimentará

A penetrar o seu
Saciando a sua fome de desejo
É tarde da noite
Quando a areia do tempo parece parar
Os desejos nos tornarão completos.

(Davi “El Brujo”)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Nada



A Semente...
Que germina e cresce;
Cresce, cresce
Flores e frutos;
Caem...

Os nossos ossos,
E nosso ofício...
Descarnado sob o solo...
De sangue seco e
Nenhuma palavra sobre nós

Nada sobre o nosso amor
Inébrio...
Irrefreado...
Misterioso...
Silencioso...

Futuro contundente
De presente flexível
Passado sem tempo
Prazo de nosso amor
Minha dor fatal

Nada...
E a ausência de corpos
Nada restou...
Nada.
Nada apenas...

Davi “El Brujo™”

Amor Covarde




Hoje me sinto quase de luto
Nem por mim, e nem por nada
A alegria de despertar era bela
Desfez-se impar silenciosamente calada
Numa madrugada desesperada

Linha tênue entre querer e poder
Quase viver e sobreviver a mim
Aos desejos contidos de um beijo
Não valida às frases trocadas
Os carinhos nascidos em nós

Em ódios e bem quereres
Nem por ninguém, nem por você
É o passado recente que agora queimas
Do desejo carente que agora aboles
É o medo sentido das verdades que sei

Daquilo que deixamos de viver
Desejei poder e querer tocar-te
Mas a covardia de amar por fios e freqüências
São as lacunas diárias entre nossas dimensões
Afasta-te de mim, e me torna órfão de nós

Sentimentos desconhecidos que atormentam
Que você não merecia,
E eu covardemente desejava merecer-te
Trazer-te uma boa noite por desejar-me
E encontrar-te ao amanhecer.

Davi “El Brujo™”

domingo, 16 de novembro de 2008

Beijo Eletrônico




Envio meu beijo eletrônico
Não sabes o meu IP
Mas tenho seu endereço
Imagem difusa na tela

Beleza catódica na net
Espírito magnético na rede
Percorre na velocidade da luz
O caminho até você aí

Da caixa mágica ligada
Em fios plugados na parece
Córtex em dados binários
Circulação sanguínea

Em forma de eletricidade
Os pensamentos são hexadecimais
Algoritmo perfeito decifrado
Envio meu beijo eletrônico

Davi “El Brujo™”

terça-feira, 11 de novembro de 2008

"38" Special




“38” Special

Apontas para mim...
E eu olho fixo a ti
E eu vou desafiar-te
A proferir as suas palavras
Covardemente lançadas
Perfurantes como projéteis
É a esmo a sua alegria

E no seu sorriso remoto
Felicidade de alguns
É a tristeza de outros
Raio-x de revólver
E o disparo da bala
Calibre trinta e oito
Volta e meia o estampido

É o projétil em palavras
Ouço o seu zunido
Sinto seu impacto...
Mas sobreviverei
Embora queimado pelo chumbo
Ostentarei com orgulho
Minha invisível cicatriz


Davi “El Brujo™”

Queda do Alto




Tal como Ícaro voei
Fiz as minhas asas nos braços
Agitei vigorosamente
E subi ao som dos ares
Em direção ao sol

Espectros refletidos
Enganosas cores espalhadas
Beleza demoníaca
Agora circundados
Em minha aura maligna

Desdém de minha confiança
E a queda do alto
Mas eu queria subir
Tocar o sol e fazer parte do seu brilho
Com a minha maneira de voar

Em minhas asas montadas
A vontade forjada em cera
Visão da vida pelo céu
E o desencanto aos Deuses
Do que era moldado

É disforme agora
Partículas pelo céu
As penas flutuam
Entre as gotas de cera
Pairam agora ilusórias

Em segundos existenciais
E nada a fazer, mesmo
Embora pudesse lamentar
Minha queda no infinito
Em meu vôo sem asas

Davi “El Brujo™”

sábado, 8 de novembro de 2008

Natureza e Sangue (Reescrito)



Natureza e Sangue

É a lei da natureza que faz o mundo
O ar rarefeito em metros quadrados habitados

Eu respiro pelas veias do chão
Claro é o sangue da infusão
Escuro...
Planta que fabrica o ar
Sangue da ilusão

Ventrículos e o coração
Natureza corroída
Em seu pulmão poluído
Sem horizonte
O andar rápido pelas vias

E um pobre homem
Pela via aperta o passo
A chuva que se aproxima
Ao escutar trovões, ve a vida
E o sangue tinge o coração

Exposto agora, sangra então
Abre o peito e arranca-o
Criatura sem ação, sem coração
Cansou de sua atuação
Sufocou-se! Acabou o ar da vida

Pela falta de amor
Tornou-se poluído seu pulmão
Ar da ilusão
Fim dos tempos de mundos
Pelo vento que arranca os sonhos

E o brilho de ilusão ocultou-se de manhã
Matou as células da natureza
E o meu corpo machucado
Agora ferido pela dor
Necessita do plasma sujo
De poeira, de natureza e sangue.

Davi “El Brujo™”

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Névoa Noturna




Bastaria me beijar
Querer me abraçar
Tal como a morte

Implacável

Que não vê a cor
Da névoa noturna
Que encobrem os desejos

De seu corpo
Que não vê os sentimentos

De seu coração
Que não vê o brilho

Da lua sensual
Ofuscado sempre
pela névoa noturna...

Davi “El Brujo™”

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Criado Mudo




Permito-me a olhar
E mesmo sem você saber
Ter o desejo de te tocar
Mas não saber ainda o que sinto
Então te privo de meus sentimentos
E ouso, ainda assim, pensar em você
Nada te digo por que egoísta sou

E quero amar você, eu somente,
Não quero que me ame
Mas não saberás que estou aqui
A querer sonhar com você
Já à noite em meu leito
Deitar-me-ei Solitário
Em meu sonho viajarei

Nos seus carinhos, eu sei
No criado mudo, muda está
Uma foto sua, estática
Como a sorrir para mim
Adormecerei solitário
Mas sonharei contigo
Mas sei que amanhã despertarei

Não mais solitário
Porque ao abrir os olhos
Verei o seu retrato
Estático no criado mudo
Mas sorrindo para mim
E eu então sorrirei para você
Mesmo que você não saiba

Davi “El Brujo™”

Algorítmo




Eu vejo você sorrindo para mim
Diante da câmera em sua imagem desfoque
Penumbra de suas cores
E uma aura eletrônica ao seu redor
És linda, és intocável
E andas por entre as letras
Confunde-se ao brilho da tela

Variadas matizes, tremeluz
Refunde-se aos meus sentimentos
E a minha saudade eletrônica
É virtual, mas é real sua presença
Aceitas meu carinho cibernético
A setinha na tela percorre
Pelo seu rosto em brevidade

Vivencia as freqüências
Que vagam pelo ar, vivas
É a sua presença sem foco
É a vontade de te encontrar
Que fazem da minha noite, o seu dia
O Algoritmo de sua existência...
O espelho eletrônico do meu viver

Davi “El brujo™”

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sou eu



Sou eu...
Que invado seus sonhos

Prenunciastes isto a mim
Que silenciosamente te quis
Viajei em seus segredos
De seus pensamentos
Ao beijo não roubado

Vi rubor de sua face
E senti o seu calor
Se misturando ao meu
Mas em sonhos não me evitou
Mas guardei o que sinto

Desejou estar em meus braços
Rodeei-te galanteador
E de assalto bombardeei-te
Com palavras seduzir-te-ei
Sentirá então o calor do meu corpo

Não adiantaria relutar
E o seu desejo agora
Cura-se em meus braços
Espelha-se em minhas mãos
Sacia-se em meu corpo

Sou eu...
Que agora habito seus sonhos

Davi “El Brujo™” 21-10-2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Contra Poema "Anjo Safado" à "Anjo sem as Asas"


Os Mistérios do desejo humano por vezes nos fazem entrar em "parafusos", ao descrever os meus sentimentos, compus o Poema Anjo Sem as Asas, em resposta, não menos sentimental, recebo a sincronia daquilo que faz meu coração doer de prazer de uma pessoa muito especial...Somos como Fogo e Palha! Vejam a beleza de sentimentos desta adorável criatura....



ANJO SAFADO


Um anjo safado, Caiu no quintal
Procurando uma flor
Escondida, à adormecer

Com as mãos safadinhas,
Explorou o jardim
Encontrou uma flor,
Ávida de amor.

Anjinho safado,
Começou a despetalar
A flor safadinha
Deixou ele brincar
E o anjinho safado
Entrou sem bater...

Anjinho safado,
Não quis mais voar
E os dois safadinhos
Adormeceram...
...bêbados de amor...

Toshiko Inoshishi

"Anjo sem as asas"




Anjo sem as Asas

Anjo sem as asas
Caíste no meu quintal
E roubaste o meu olhar
Viste meu desejo consentido
E agora indecentemente
Perambula em meu espírito

Anjo sem as asas
Trouxeste consigo um sol
Já fazia tanto tempo
Que não sabia qual era esse calor
O fulgor de fato sentido
De algo a me queimar

Anjo sem as asas
Vieste do alto das nuvens
Quebraste meu orgulho
Despertaste o meu desejo
Entraste em minha vida
E fez que meu chão tremesse

Anjo sem as asas
Quero você presente
Mas não quero que me toques
És o fogo a me provocar
Serei inflamável se me tocares
Mas reluto por não te querer

Anjo sem as asas
Não me possua, eu peço
Tenho a alma frágil
Mas um dia também voei
E eu caí, doeu meu coração
E eu sofri, me consumi, vivi

Anjo sem as asas
Eu te amarei sempre
Mas deixe-me aqui no chão
Alce sozinho o seu vôo
Porque não sobreviverei
Se por acaso me deixares cair.

Davi “El brujo™” 20-10-2008

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Etéreo




Essa chuva leve que cai
Prenuncia minha vida passada
Descobri meus sentimentos de outras eras
E entre a areia e as pedras
O brilho vermelho
Do monumento de Tomie
A imigração do oriente

É de metal, Etéreo...
Parece apontar para o mar
Ao longo das pedras
Inerentes as ondas
Ele aponta ao longe
Mostra perpétuo
O lugar de onde vim.

Davi “El brujo™”

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Presente de Iemanjá



Com os pés na areia
Em visão longe da praia
Vislumbro o mar azul
E com os olhos no horizonte
Procurei uma razão de ser
Salobro o sabor da água

Sais são sua composição sódica
Em eletrólise intrigante
Magnetismo puro da alma
E com meus pés na maré
Imaginei um emissário ao mar
E orei bastante com fé

Leve todas as mágoas
E que não mais voltem
Venham as ondas a mim
Lambam ritmadas as minhas pernas
Tragam as rosas do mar
Como presente de Iemanjá.

Davi “El Brujo™”

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

"La porte ouverte”



Deixei a porta aberta
O ar marinho que desperta
O meu desejo por você

E me desfiz de todas as sombras
Diante de meu corpo recostado
Sobre a cama a te esperar

Me extasiei pela luz da lua
Invadindo o quarto agora
Nestas noites perfeitas

Ansiei a sua presença
Desejei ser seu brinquedo
Que viesse e me tocasse

Lasciva, devorando-me
Tomando conta de mim
Saciando seus insanos desejos

Aportar nossos mais doces segredos
E desenhar os seus passos
Em minha alma vadia

Ver seus olhos brilharem vida
Ao por do sol no firmamento
Saber que tem amor no meio

Deixei a porta aberta
Mas você não veio, eu sei
Senti sua presença,

E você me queria, sorri
Mas eu acordei só...
Te desejando e você a mim.

Davi “El Brujo™” 15-10-2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ordinário




Se me quiseres...
Saibas que sou ordinário
Vira-latas implorando seu amor

Num momento breve,
Num flerte leve
Eu vago livre a te rodear
Para quem sabe, ganhar-te

Algo te despertar, tesão
Sua voz muda, perdida em sedução
Vais tremer dentro do teu vestido,
Com meu olhar cruzado ao teu

Não tenho a vergonha,
Que cora seu rosto, agora rubro
Não tenho o pudor, mas o pecado
Que desafia a sua castidade

Eu quero você agora, inteira
E eu me descasco de minhas vestes
Verá a minha pele nua
Ignorando a sua moralidade

Relutando em meus braços
Envolvi a sua cintura
E eu quero te despir,
Te beijar, te provar

Fazer das suas pernas
As minhas ruas e trilhar por elas
Sempre acima, ao norte
Por fim tocar o seu botão

A campainha soará
E a sua porta aberta
Indecentemente escancarada
Entrarei então sem bater...

Se me quiseres...
Saibas que sou ordinário
Porque sairei quando adormeceres...

Davi “El Brujo ™” 9-10-2008

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Day After (Ao cair da "Ficha")


Dói o meu coração...
E ele já não mais sangra
Deixou de bater por ti
As lágrimas caíram e secaram ao sol
Deixando sombras de separação
Daquilo que um dia foi amor
Deixou mágoas e um triste fim

Dói o meu coração...
E ele já não mais sangra
Endureceu como pedra
Em palavras desferidas
Que dilaceram tudo que sinto
Esse desamor sem contento
E o meu sentimento ao relento

Dói o meu coração...
E ele já não mais sangra
Enquanto o vento sopra cortante
A céu aberto expõe o peito
Em pressa de viver as perdas
De te encontrar em sonhos
Em noites vívidas de paixão

Dói o meu coração...
E ele já não mais sangra
Pela maldosa tortura
Recordar aquele nosso amor
Que um dia senti por você
Ausente de ti agora, mas
Ainda presente dentro de mim

Davi “El Brujo™” 07-10-2008

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Breve Ausência




E na minha leve ausência
Mero combustível parafínico
Alimenta uma chama
Em forma de saudade
O pavio, enquanto consumido.

Particula no ar a sua essência
E a existência do meu espírito
Estarei então de volta
Embora eu jamais tenha
Um dia sequer, saído daqui.


Davi “El Brujo™” 30-09-2008

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Für Elise (Dicionário)



No balanço dos tempos
Em sentimentos descrevi
No dicionário, letras de A a Z

Esperei pelas horas da vida não viva
Dilacerada ao dia resisti
Entorpecido sangra meu peito

Agonia entre o Rosa e o Azul
Regras insanas de saber quem sou
De sentir quem tu és

E mais uma vez ressurgir das cinzas
Calcinada de amores regressos
Destinadas a nova chama de vida

No balanço do relógio
Em palavras descrevi
No dicionário, sentimentos de A a Z

Davi “El Brujo™” 20-09-2008

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Poeira e Fumaça




Da poeira e da fumaça
Fez-se o meu novo mundo
Confinada em textos obliquos
Concisa em versos transados

Exilado em cimentos e suas pedras
No frio piso da urbe desvairada
Na cinza selva, estéril
Devora ferozmente o solo

Do tempo desprezado
Dos espíritos que o rodeiam
Em desespero e esperança
Craqueados pela sua indecisão

Rouba-me a cor da pureza
Pragmática indecência
Desafiada ao torpor matinal
De um novo dia de pó e fumaça.

Davi “El Brujo™” 22-08-2008

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Perversa



De pé contra o muro
Com os olhos fechados
Perdi-me nas curvas do mundo

Da realidade dos homens
Acreditei com esperança
De ter a alma livre

Entre as sombras da morte
Sobreviver por mim
Mas sofrer por você

É meu destino indecoroso
Cínico do meu rancor
Breve egoísmo centrado

Daquela falsa felicidade
Expressa em meu sorriso
Mas ainda assim perversa.

Davi “El Brujo™”

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Versos nem Prosas



Versos nem prosas
De vidas privadas
Quase ceifadas em químicas

Reservadas ao exílio
De uma aridez de concreto
As vidas separadas

Restos de família
Espalhadas pelo asfalto
Outrora desfeitas

Observadas na solidão
De uma fria marquise
Envoltos em seus trapos

Agora em seu mundo urbano
Norteada de sua origem
Desprezada esperança perdida

O ar seco e o sol doente
Sentadas na guia eu vejo
Crianças no pó e na lama

De suas breves existências
Bárbaros seres tristes
Ignorados aos olhares da rua

Batalhão de estranhos
Incógnitos e ilibados
Por versos nem prosas.


Davi “El Brujo™” 21-08-2008.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Sem título e Sem Sentido (Reescrito)




Intraduzíveis,
Inaudíveis e invisíveis...

Como a mim mesmo!

Calam-se na insignificância
De meu anonimato;
Palavras mortas no meio do percurso;
Mas eu não sei o que você gostaria de ler!
Muitas vezes por pura preguiça, outras por egoísmo.

Existe um longo caminho
Que nem sempre sou capaz de percorrer
Neste mundo pequeno
Que se forma entre a minha mente e meus dedos
E neles me perco sem medo
E sem expectativas
Ninguém é capaz de senti-los

Além de mim mesmo

Intraduzíveis,
Inaudíveis e invisíveis...

Davi “El Brujo™”

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Solitário e Urbano




Solidão do diesel...
Fumaça difusa
E a cidade cinza
Furtacor do abandono
Estou em todos lugares
E ao mesmo tempo solitário
Solidão de cinzas
Espigões difusos
Cidade do diesel
Solitário e Urbano

Davi “El Brujo™”

Sorriso




Ajuda-me! Solidão,
Na escuridão da noite,
Na frieza do luar,
Devastador é o teu silêncio,
Rouba mais uma vez
O meu sorriso.

(Davi "El brujo")

sábado, 23 de agosto de 2008

Uns e Umas

Um sonho
Uma atitude
Um desafio
Uma tentativa
Um desejo
Um arrependimento
Um objetivo
Uma esperança
Um erro
Um começo
Uma lição
Um lamento
Um obstáculo
Uma vitória
Uma conclusão
Um desespero
Um fim
Uma ilusão
Um segredo

(Davi "Elbrujo"™)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Laranja da Terra.

Lições de vida...Algo que jamais deveriamos desconsiderar...Esta pequenina estória, foi-me enviada pela Márcia Kameya, minha mãe virtual, talvez de outra vida ainda tenhamos algo a acertar. Mas por hora deixo dito que captei a mensagem Mamy. Eu um beijo N'alma para você. E saiba que já te amo de outras vidas...

Nascia há 50 anos, uma laranja da terra...Uma laranja da terra carinhosa, alegre que vivia cantando e dançando,cheia de sonhos.
A laranjinha conheceu seu príncipe encantado chegando no seu cavalo branco.
Duas laranjinhas lindas nasceram.Mãe laranja, os protegia com seus galhos fortes e frondosos das chuvas e tempestades . Mas, o príncipe tinha uma machadinha e aos poucos ia podando-a. A laranjinha sofria, sofria pois queria crescer junto com os filhos laranjinha. Foi-se tornando uma laranja amarga como laranja lima. Se achava uma laranja lima.
Um certo dia ela se olhou no espelho. Que alegria!!!Descobriu que ainda era uma LARANJA DA TERRA... e suspirou....Ufaaaa!!! Ainda bem... foi um pesadelo....

Márcia Kameya™

sábado, 9 de agosto de 2008

Filho do Universo




Vim a este mundo pelas suas mãos
Sem saber quem eu era ou o que seria
Mas sabia que era mais um de tudo
Outro de todos, mas de tudo um.

Um pedaço de sol que ilumina o meu caminho
Compadeces da lua refletida sobre as águas
Vivente das árvores e flores e seus viços
Tão diferente e tão igual, mas únicos.

Orgulho-me das estrelas e seu fulgor
Belas neste imenso mundo azul cintilante
Resenhas cósmicas de quem são
Das suas constelações e seus signos

Vanglorio-me das chuvas e dos ventos
Do milagre da vida engravidando a terra
De saber para onde vou e quem sou
Ser filho do universo e merecer por aqui estar.

Davi “El Brujo™” 09/08/2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Amantes


A Mágica surgida de desejos
Cessaram as palavras ao ar
A sala silenciou sem tom
Gravitou terna sem razão
Anjos caídos de faces rubras

Nos olhares que se cruzaram
Em lábios que se encontraram
Em carícias e quatro mãos
Em duas bocas que exploraram
O suor e seus sais, seus sexos

E das roupas jogadas pelo chão
Nesta calada da noite

Fez-se do amigo, o amante
E o seu corpo nu destaca-se no tapete

Fez-se da amiga, a prenda
E o “abat-jour” semiluz entona suas curvas

Fez-se um casal, o momento
E a janela anuncia as penumbras da noite

Um quebra-cabeças
E as peças se encaixaram
Olhos que se cerraram
Lábios que se morderam
Movimentos ritmados que se consumaram

O grito contido em gemidos
As unhas que dilaceraram
O Gozo alcançado
A libido saciada
E o cansaço coroado do prazer

Davi El Brujo™

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Eclipse




Entregamo-nos ao sonho
De um amor distante
Entre dois pontos
Vivo no dia, Astro rei
Vives na noite, Rainha cintilante

No limiar do horizonte
Distante dos anseios do dia
Nos desejos da noite
A maldição itinerante
Surgida da Lua

Poente ao sol no firmamento
De zombeteiros ciclos
Impostos pelos Deuses
Idas e vindas de um destino infiel
Duma esperança que pulsa na madrugada

De um secreto fetiche
Do ósculo esperado em brasas
De sensual eclipse imaginado
Paixão em brevidade e gravidade
É tímida e esmaecida mas entrego-lhe meu calor

Serei o sol, sou eu que brilharei
Serás a lua, refletirás em ti meu brilho
Fases nas faces resplandecidas
Irão de encontro nossas bocas
Em repentino beijo apaixonado

Davi “El Brujo™” 04/08/2008

Crueldade




Numa noite deixei de te viver
Mas ainda cintila a lua coroada
Enfeitada de estrelas azuladas
A rainha da noite parece raivosa
Em sua imponente nobreza
Fria e serena como alma chorosa

Silenciosa como a madrugada, brilha
É saudosa dos ventos noturnos
Retirantes no vazio da escuridão
Como pérfida é o silêncio que sangra
O sentimento devastado flutuando aos ares
Perdido no espírito do luar matreiro

Madrugada retirante irreal desfeita
Circunstância cruel ao amanhecer
A perder o meu amor a cada raio que surge
A tolher a minha paixão aos poucos
Com os grilhões da distância que separam
E a saudade que me arrebenta o peito

Davi “El Brujo™” 03/08/2008

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Caleidoscópio


Fiz um pequeno mundo
Colorido ilógico de vidro
Refraz belo ilusório de cores
Redemoinho fugaz em movimento

Formas!
Todas formas
Nenhuma forma...Então!
Reforma novas formas

Desdobra vivaz retangular
Triangulo em formas e ilusão!

Incontrolável coloração
Brilho e matiz do papel colorido!

E o caleidoscópio que gira
Reflete seu prisma em espelhos!

Cores!
Todas as cores!
Nenhuma cor...Então!
Da ausência surgem novas cores

Cores ora formas
Feitas ora refeitas
Retângulo em triangulo no espelho
No piscar de um olhar.

Davi “El Brujo ™” 30/07/2008

A Vida Passa



A vida passa, passageira
Que abaixo corre como o rio
Em sua corredeira
Sair do lugar
Contornando seus obstáculos

Entre turbilhões de águas
Meu desejo de alcançar
Dentro do labirinto
O meu destino
Nem sempre preciso

Mas deve correr ao mar
E acredito até o fim
O destino confiado a mim
Como o rio
Que deseja o mar até o fim.

Davi “El Brujo™”

Sentir


Não ver os meus passos
Nem os obstáculos que superei
Não saber dizer o que aprendi

Andei e cai
Levantei quando tropecei
Ergui-me mais forte

Conheci meu coração
Analisei meus anseios.
Não deixei o orgulho me dominar.

Não via quem precisava de mim
Mas procurei amar assim mesmo
Mas não percebi quem me cercava

Para não pisar em ninguém
As coisas pequenas, tive que notar
E aprender a valorizá-las

Sentir forças maiores que eu
A natureza e o mundo girando
As estrelas no céu e a lua

Sentir o dia ensolarado
E a chuva que se precipita
As plantas e o solo molhado

Para saber como é grande o universo
Vi o quanto eu era pequeno
Mas assim mesmo sentir ser parte dele.

(Davi “El Brujo™”)

Avenida


Explosão de uma vida
Findada uma esperança
De pulsação,
Pulsa atormentado
Latente e crescente

Meu corpo estremecido
De lágrimas perenes
Que afogam a alma
Que sufocam o espirito
Que atropelam a vida

Pelo tempo que passa
Pelo risco das luzes no asfalto
Da avenida ao coração
Agora pulsa sangue
Agora corre a artéria

Pela passarela virtual
Que tentamos atravessar
Pelo fogo que queima
A nossa alma vazia
Vagando agora à revelia.

Davi “El Brujo™”

terça-feira, 22 de julho de 2008

A Sensibilidade Matou o Artista

Povo que visita o site!!!! Coloco aqui hoje, uma poesia de um cara muito, mas muito talentoso, o qual me orgulho de ser amigo! Fernando César...Simplesmente conhecido por Fera!!!!: Artista Plástico, Poeta, Professor, amante das artes e da Natureza, Um cara que dá valor as amizades sem nada em troca cobrar...Um cara que anda na linha tênue da vida, mesmo sabendo que nascemos, vivemos, morremos todos os dias até que não nos reste mais nada além da nossa essência, Até que não reste nada além da nossa pobre alma...Atormentada, bela, maldita mas incutida em todas as vertentes que um dia aclamamos à Arte!!!! Da minha parte, agradeço o presente e a sua solidariedade de ter dividido a sua arte comigo, Sabes, és um grande amigo, em nossa caminhada ao inferno se necessário for...



A sensibilidade matou o artista
Fernando César

A sensibilidade matou o artista
Por medo da morte
A vida mata
Quem me ensinou a ser louco
Já morreu de overdose
Pois, fácil é a descida para o inferno
E as rosas agora são azuis
As bitucas de cigarro
Congelam no cinzeiro
Da minha sala
Na minha casa
E o medo de ser louco
Matou o poeta
E a poesia já morreu
Da dor mais cáustica
E da doença mais podre
A fome matou o vendedor de chiclete
Como se mata o verme
As flores circundam
No velório do caixão barato
Que é a única coisa que lhe deram na vida
As rosas são azuis
E eu sou louco, louco, louco
Não sou poeta, pintor ou artista
Sou alma livre
E sofro da mesma dor
Dos meus inimigos

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A Lua Como Testemunha - reescrito


A Lua foi testemunha
Da nossa entrega ao desejo
A beira da estrada deserta
Camuflados entre as árvores
Cercados dos canaviais
assobiantes ao vento

No ritmo de nossos corações acelerados
Os corpos na penumbra
Luzes da lua...
Sôfregos ao brilho das estrelas
Com as mãos abracei-te
Despi a sua decência

Descobri mais de seus segredos...
Indicado pelo seu mais secreto botão
Tateado pelas mãos e dedos
Desabrochando em desejos furiosos...
O seu orvalho noturno
como a me esperar...

Sua boca que prova meu corpo
Em êxtase ao clarão da lua,
Nossos corpos roçados
Em perfeito vai-e-vem
Com suas pernas entrelaçadas as minhas
E as unhas cravadas em meu dorso

Estou ferozmente a te adentrar
Urras em direção a lua
Enuncia a perfeição se faz ali
Daquele momento ao êxtase
Cenário para o orgasmo perfeito...
E a Lua como testemunha...

(Davi El Brujo™)

domingo, 20 de julho de 2008

Poeta




O poeta tudo belo vê,
O tempo tudo de belo leva,
Mas na essência da alma
Tudo de belo fica!

O poeta tudo sente,
Em suas areias eternizadas,
Nos corpos presentes,
A realidade do envelhecimento!

O poeta faz-se da poesia,
Escritas disformes nas pedras,
Nas lembranças vão ao pó
Serem compactas às cinzas!

O poeta fez-se do amor.
Dos romances platônicos.
Nas paixões não correspondidas.
Mas desejos os contidos, no espírito!

O poeta vive seus sonhos,
Em penumbras de luzes fugazes,
No delírio relampejado,
Dos rancores, seu destino!

O poeta também sente a ira,
Da raiva encubada na sua alma,
Na incompreensão do seu ser,
De viajar entre as letras, solitário!

Davi “El Brujo™” 20/07/2008.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Ché!



Ché!!!
Aqui na região de Botucatu, Piracicaba, Tatuí e afins, existe uma palavrinha que é utilizada para tudo que não se tem resposta imediata. Realmente é uma palavra até simples mas que todos aqui em casa já estamos usando: A PALAVRA CHÉ! para qualquer pergunta sem resposta imediata, ou sentimentos, ou escárnio ou ainda dúvida, a resposta é sempre é Ché! A diferença de seus significados está na entonação, e é ela que vai dar o devido sentido da palavra.
De sábado a noite na praça junto ao coreto onde os músicos tocam as suas modas, junto aos quiosques dos quitutes interioranos, devidamente servidos de cerveja ou da tradicional “amarelinha mardita” famosa e produzida por estas bandas, sempre há aquelas rodas animadas, e interessantes conversas de cidade pequena, tradição sabe? E lá se vai o dicionário de todas as palavras conhecidas do vocabulário português para o lixo...E os locais “paulistinhas” (Também conhecidos por caipiras, com muito orgulho claro!) em animadas conversas perfeitamente entendidas em poucas palavras onde a palavra CHÉ cujo som onomatopéico é capaz de ser entendido perfeitamente.
Eu como ex-habitante da capital, o dito “Paulista!” (conhecidos por paulistanos da capital) Mudei de mala e cúia para cá em Porangaba, depois de 35 anos de “urbe”. Custamos a nos acostumar e por vezes sentimo-nos em algum lugar da China onde a linguagem é o mandarim, aliás, eu Davi Koiti Viana, ex-professor de português e projetista com uma bagagem considerável em Inglês e espanhol, alguma noção de Japonês e italiano, boiei como aquelas bostas em banheiro público onde o “obreiro” esquecera de dar a descarga...Custei a entender aquele estranho linguajar, digno daqueles códigos...Alguém lembra do “Zenit Polar?...Que brincavamos quando pequenos nas salas de aula do primário, várias vezes utilizada como colas naquelas provas difíceis, aquelas em que elaboradamente tentávamos esconder dos professores a nossa trapaça.
Hoje a muito custo, estou integrado ao meio onde vivo...E confesso que até é interessante a praticidade e orgulhosamente acabei me tornando um paulistinha honorário...Vocês não podem imaginar a alta expressividade do CHÉ, e ao modo caipira os sábados de conversa na pracinha central, com cigarrão de “paia” no canto da boca, sempre animadas passaram a ser muito divertidas para nós aqui de casa...Pela comodidade descobrimos que economizando palavrório aumentamos o conteúdo de todas as fofocas de nossa cidade.
Darei quatro exemplos, e leia-se sempre puxando o erre quando aparece...Paulistinha que se preza fala “morrrto”, “Porrrta”, “Merrrda”, “retarrrdado”, :

-Porrrque que isso vai serrr bom para a cidade? Resposta: Ché!!!! (tradução: Eu é que sei?)
-Você vai rrrealmente comerrr essa trolha? R: Ché?! (tradução: porque não?)
-Conseguiu sairrr com aquela “minina” que você estava azarando desde ontem? R: Ché... (Tradução: não...)
-Ocê atrasou o aluguel outrrra vez? R: Ché. (tradução: Sim.)

Viram como é prático a palavrinha Ché? Serve para qualquer tipo de resposta, seja ela afirmativa, negativa, advérbio, verbo, sujeito, conjunção, etc... Aqui "ché" é universal!
Prático não é?
Hein!!? Porque escrevi tamanha baboseira?
Ché!? (tradução: E eu sei lá?)’
Davi “El Brujo™”

Aprendiz


Num certo inverno
vieste a este mundo
viveste coisas que essa vida
proporciona nem sempre sorridente

Viste a natureza ao seu redor
E o tempo reger o turbilhão
De emoções colhidas
Brotadas e floridas

Ficaram experiências
De décadas inconstantes
De experiências boas
Algumas nos deixam saudades...

És aprendiz de existência
De uma vida nem sempre calorosa
De experiências ruins
Transformou-a em Lições

Aprendidas mas sempre sentidas
Lembradas numa ponta da alma
Essência da vida humana
Transformada em viver.

Davi “El Brujo ™”

Pernas



Pernas para que te quero
Quero para conhecer o meu caminho
Ou simplesmente seguir frente
E caminhar pela estrada adiante

Pernas para que te quero
Quero para completar os pés
Ou apenas para ajudar a sentir o solo
Revirar o chão de terra com os dedos

Pernas para que te quero
Quero para molhar no mar
Ou apenas caminhar na areia
E sentir as ondas de encontro a mim

Pernas para que te quero
Quero para me manter erguido
Ou apenas para ficar em pé
Parado observando ao meu redor

Pernas para que te quero
Quero para que as admire
Ou apenas para seduzir-te
Dançando ao seu bel prazer

Pernas para que te quero
Quero para me enroscar com as suas
Ou apenas sentir o seu calor
E seu corpo roçando contra o meu

Davi “El brujo™”

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Prisma




Prisma suspenso e esperançoso
Gotas reluzidas do brilho solar
Sorrindo no firmamento de leste a oeste
Daquelas águas chorosas lançadas ao céu
Nas multicores em sete emolduradas

Ouro que reluz no céu
Nos seus olhos breves semi-serrados
Vislumbrando o horizonte infinito
De uma fantasia infante
Correr às cores e ao seu destino

Ilusão suspensa colorida
Na água invisível do céu
Pairando no vapor de sua pureza
Do semi-círculo riscado no ar
Matizes incoerentes de um arco-íris

Brevidade de sua vida
Na tristeza de uma esperança
Da criança correndo inocente
Em busca de seu pote de ouro
Decepção da visão monocromática do nada


Davi “El Brujo™”
29/06/1994

domingo, 13 de julho de 2008

Chama

Este poema foi escrito há muito tempo atrás por mim... E desta vez resolvi recitá-lo... O nome deste poema é: Chama.




Davi “El Brujo”

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Universo


Vaguei pelas estrelas
Me guiei pela lua
Entregando o meu destino
Ao merecimento de estar aqui
De ser um filho do universo

Sou irmão das árvores e flores
Sou amparado pela natureza
E da minha luta diária eminente
Observo a minha mãe
Atarefada a libertar o sol

Estender a manhã
Servir o orvalho
Silenciar os grilos
Retirar as estrelas
E guardar a lua.

Davi “El Brujo™”

Inverno



Aquele inverno
Das folhas no chão, caidas
Isolaram a terra dos meus
passos
Na terra que raramente sinto

Gelará pelo frio do
dia
Nas árvores e seus galhos
Nos troncos que surgem em riste
Nus de
suas folhas

Que desolam as paisagens
Do verde ao marrom
E do
branco da geada
Desta fria manhã

Davi “El Brujo™”

sábado, 5 de julho de 2008

Despertei...


Acordei

 

Em mim com aquele vazio

Denunciado por abismos

De suicídios figurados

 

Vividos...

 

Três vezes ao dia pensados

Em etapas ilustradas

 

Fiz de conta de manhã

 

Nem sei...

 

Fiz de um ideal a tarde

 

Talvez...

 

Fiz morrer em vida a noite

 

Adormeci...

 

Sem saber da falta que me fez

 

Sofri...

 

Desfeito ao meu prazer

 

Morri...

 

Nos meus atos em pauta

Aquele vazio me acolheu

Aquela moldura me limitou

 

Daquela vida que encolheu

Da morte que me rondou

Deu-me alternativa sem escolha

Estou vivo!

 

Despertei...

 

 

Davi “El Brujo™”

Sombra


A Noite busco minha inspiração,
De noite fico pardo como todos os gatos nos becos,
Na minha noite a realidade se torna silenciosa mas jamais inativa
Num lampejar de luzes 
Ficam as penumbras a me perseguir

De noite rodo pelas ilhas urbanas
Vejo os postes e sua luz tornarem-se vivos,
As ruas tornarem-se rios 
Numa variedade de sombras 
Aperto meus passos para deles fugir

Corro! E é inútil que eu tente
Deixar para trás a minha sombra
Faz parte de mim o dia que vai nascer
Metamorfoseando a sombra da luz da noite
Em sombras da claridade do dia.

(Davi “El Brujo™”)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Venta ao Tempo

De um tento intenso

Imenso sentimento

Num intuito     

Invento meu elemento

De vento ao tempo

Sopra a lento

Jogar um beijo ao vento

Levado ao relento.

 

(Davi “El Brujo™”)